terça-feira, 16 de março de 2010

Cotidiano

Não como o do Seu Jorge mas todo dia volto da facul e é sempre igual.
Ainda há quem grite "CABEEEÇA" na esquina mais popular de Caraguá, os ônibus ainda quebram no caminho, o cunhado ainda pega meu ônibus, o Grego ainda come a marmita no fundão que sempre tem frango, todo dia guardo o lugar do meu namorado que hoje surpreendentemente decidiu ir me visitar, a Carol continua descendo na casa do Chico (junto com o cunhado), eu sempre desço no mesmo lugar e sempre volto sozinha porque o amigo leva a amiga pela outra rua.
A rua de paralelepípedos está sempre deserta, eu todo dia vejo uma barata saindo da escola de educação infantil e a de hoje não era a mesma de ontem, sempre olho pro velório e ando rápido para chegar em casa logo. As duas idosas todo dia estão na esquina fofocando. Eu me pergunto o porque as senhoras estão falando da vida alheia, que hoje era um tal de Pelé que disse pra não sei quem alguma coisa [dei boa noite e passei rápido], em plena meia noite...só elas e suas saias colocando o papo em dia, ou noite, e vendo a movimentação das baratas.
E como o de costume: um poker...que insiste em não funcionar mais, acho que é para evitar o vício, vai saber...

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